Santa Rendeira

Por uma moda menos ordinária

Agora sim, minhas cosiderações sobre moda no Cairo 26/07/2010

Hey fashionistas!

Eis que fui dar uma voltinha no Cairo e parei para prestartenção na moda. Não porque eu estivesse lá a trabalho, mas porque a editora de moda querida Deborah Bresser me pediu para clicar o povo por lá para a seção Moda de Rua do IG.  Como eu já tinha umas amigas egípcias, eu sabia que ao menos parte do povo era MUITO IGUAL a nós. É, gente, não conheço outros países árabes, mas no Cairo, a globalização, ou ocidentalização, ou modernidade – escolha aí sua palavra preferida – é forte.  Minha querida DB achou que isso podia tornar a pauta mais bacana, para desmistificar a visão que o povo daqui pode ter do povo de lá.


Daí, fiz o seguinte textinho lá, para apresentar a galeria:


“Apesar de serem muçulmanos (são bem poucos os cristãos por lá), os egípcios são fashion, sim, e globalizados quando se trata de moda. Ao menos a juventude mais moderna. Nas ruas do Cairo, as burcas e trajes religiosos já não são comuns. Não são tantos os fortemente religiosos, que são considerados de classes mais baixas e com menos estudo. Os jovens, por sua vez, viajam muito e gostam de ir à balada, assim como os brasileiros.”


Queria só explicar aqui, que na quarta frase, não quis soar preconceituosa, OK? Mas que, como os “modernos” já são maioria (e isso é fácil fácil perceber, basta andar na rua), eles mesmos consideram retrógrados e menos instruídos os pessoal mais religioso.  Mas, claro, como tudo na vida, não dá para levar isso a ferro e fogo. Tem gente também das classes mais ricas que ainda usa burca – fui a um casamento no Four Season Nile, bem chique portanto, e tinha uma mulher de vestido de festa e véu!! Super interessante, e todo mundo parecia conviver em harmonia.


E não generalizemos mesmo, pois há países árabes – pude observar isso em Dubai – em que as moças de burca tão todas de grife debaixo dos panos, ou seja, nada de classes mais pobres. E isso ficou me encucando um tanto, pois é uma coisa tradicional aliada aos símbolos capitalistas mais selvagens (as it-bags), mas essa é outra reflexão.


E mais, não é que os egípcios sejam iguais a nós. Mesmo sendo muçulmanos “modernos”, casam virgens, jejuam durante o Ramadã e não saem pegando geral na balada. Os homens também são supergentis com as mulheres (!!!). Superpagam jantares, baladas e tals. E são eles que vão pegar o drink para você na balada, tsá?


Enfim, acho que assim dá para ter uma ideia mais clara. Vejam as fotos vocês mesmos. Espero que gostem.


Muah!

http://moda.ig.com.br/dicasdemoda/moda+de+rua+o+estilo+de+fashionistas+no+cairo/n1237726523526.html