Santa Rendeira

Por uma moda menos ordinária

Moda que olha para o Oriente 14/06/2011

 Vamos botar ordem neste blog empoeirado! Minhas ideias de novo layout seguem (só para fazer um follow up aqui) e vou continuar postando alguns looks – para que o blog tenha mais recheio. Quero escrever mais também, mas ando achando difícil, fico com a impressão que quase tudo já foi discutido em blogs. Ou estou com meu olhar sobre as modas viciado. Mas vambora, tô aqui tentando sair da minha zona de conforto fashion.
Para recomeçar, eis um texto que eu havia escrito para a revista da Daslu e que acabou editado de uma outra maneira.  Juntei num mesmo balaio Jason Wu e a grife Leonard, ha-ha.
Designers 2 watch: DO OUTRO LADO DO MUNDO
Enquanto um nasceu na terra do sol nascente, o outro volta seu trabalho todo para lá. O resultado é o mesmo: peças incríveis adoradas pelas mais variadas fashionistas

            Jason Wu nasceu em Taiwan e depois  mudou-se para os Estados Unidos. Mas não deixou as raízes orientais de lado: aos 14 anos, ele estudou escultura em Tóquio. Ainda passou um ano em Paris – e lá decidiu que seria estilista. Em 2006 ele lançou sua marca – que deu muito certo: hoje, ele é adorado pela crítica, famosas, fashionistas e, mais importante, a primeira-dama norte-americana. Michelle Obama escolheu um modelito de Wu num dos primeiros eventos oficiais com o presidente Obama (o baile inaugural) e depois ainda mais um na capa da Vogue americana. Outra curiosidade sobre Wu: a coleçãode verão 2011 é inspirada no trabalho da artista plástica brasileira Beatriz Milhazes e tem uma cartela de cores bem vibrante.
Michelle Obama com vestido Jason Wu
O jovem estilistas de Taiwan
A coleção de verão 2011, inspirada na artista plástica brasileira Beatriz Milhazes (fotomontagem: Fashion Bubbles)
Bolsas gatinhas do estilista: todas quer!
            Enquanto Jason deixou o Oriente veio para este lado do globo, a maison Leonard faz o caminho inverso há mais de meio século: a fascinação pelo mundo oriental, principalmente sua história com a seda, é ponto de partida para suas criações fluidas e florais. Os vestidos de seda são “150 gramas de pura felicidade”, dizem eles. E são mesmo. Leonard foi também e primeira loja não-japonesa, em mais de dois mil anos, a criar uma linha de kimonos tradicionais. E a primeira marca ocidental a organizar um desfile em Xangai.
Leonard: uma relação de paixão com a seda

           

Modern Orient
                 Leonard e Jason Wu  talvez sejam as labels que melhor traduzem para o Ocidente tudo aquilo que aprederam com suas diferentes vivências orientais. E voltam-se para a feminilidade de maneira sem igual..
:*
 

moodboard love story 28/03/2011

Filed under: História da Moda,Others — santarendeira @ 18:06
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Continuo amando tudo que é vintage. Vintage-que-virou-atual-de-novo também!

 

 

 

 

(algumas dessas imagens encontrei nos blogs Dear Golden e Ritzy Nina)

 

Sobre tendencinhas e a bolsa saco 14/12/2010

Filed under: História da Moda,Others — santarendeira @ 14:58
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Todo mundo sabe que a moda dá voltas e vira e mexe algo que estava fora de moda vooolta com força total – alou, clogs estão aí para provar isso! Inventar coisa nova não é fácil – falamos disso aqui, lembra? – e, às vezes, o bacana é mesmo renovar alguma coisa que a gente usava. POR EXEMPLO, eu curti a volta dos clogs, porque me lembra uns tamanquinhos da Guaraná Brasil (OI?) que eu usava quando tinha uns 13, 14 anos.

 

E tudo volta mesmo. E eu vou falar aqui de um trend alert dessas bolsinhas tipo saco. Mas jájá. Porque pensei que antes de a gente pensar como alguma coisa VOLTOU para a moda, é bom a gente pensar em como ela VIROU moda, né?

 

Pois bem, me lembro de uma das aulas (quando a aula é boa a gente sempre lembra!!) do João Braga de História de Moda na Santa Marcelina.  Ele ensinou para a gente tipo um grafiquinho para sacarmos como se dá o processo. FIZ UM GRAFIQUINHO PARA VCS VEREM – OLHA QUE PRENDADA!!

É mais ou menos assim:

 

 

E a legendas das corzinhas:

 

 

 

Ok, deu para entender, vai?  E, antigamente, esse ciclo poderia durar até mais de um século (alô, Lei de Laver!). Mas como a gente vive na era do fast, da velocidade de informação, da globalização, tudoissaê acontece cada vez mais rápido. Para nós, que trabalhamos com moda, é um pouquinho mais doido, porque a gente tá ali naquele laranjinha – o que significa que a gente gosta da moda ANTES dela se tornar verdadeiramente moda. Confundiu? Maiores explicações sobre isso nas vanguardistas Oficinas, em post lááá de 2007, quando eu ainda nem sonhava em estudar moda, hehehe.

 

Voltando, eu acho bacana que às vezes esse ciclo se dê tão rápido que “caiba” na nossa memória.  E, depois dos famigerados (AMO esta palavra, pq lembra Guimarães Rosa) clogs, aquelas bolsa tipo saco parecem ensaiar seu retorno. Atire a primeira pedra quem não tinha uma da Kipling para usar na escola há uns 10 anos, hahahaha!

 

 

 

Daí que eu tou apostando nesse retorno “renovado” por conta disso aqui, ó:

 

GIVENCHY

 

Derek Lam

 

Saquinho da Celine

 

Claro, trata-se de um saquinho mais maduro e sofisticado, hehehe. Mas dizem os experts (ou melhor, uma buyer amiga que acaba de voltar dos showrooms internationals) que a ideia é passar uma alça por dentro da outra e segurar por uma só, deixando a bolsa bem fluida e caída, como um saco mesmo.

Vamos esperar para ver se é isso mesmo. Se ela chegar ao topo do gráfico, quero o crédito pela descoberta, hahahaha!

 

Beijowws

 

 

 

não tá dando para escrever.. 09/12/2010

Filed under: Foto Também,História da Moda,Others — santarendeira @ 16:27
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Mas um pouco de Audrey é quase como falar com imagens, né?

 

(fotos que eu achei nos blogs Absolutely Ladylike e 2die4)

 

 

 

 

 

Espadrilles, o dossiê! 09/11/2010

Estou apaixonada pelas sandálias tipo espadrille! Estou amando e só não comprei uma ainda pq eu compro sapatos demais e preciso me controlar, hehe. Comecei a dar uma pesquisadinha nelas e fiquei ainda mais apaixonada pela história desses sapatinhos, ó só:

 

 

“As espadrilles estão em alta e – quem diria! – têm tido seus períodos de altas e baixas desde o século 14!! Sim, desde essa época, soldados espanhóis (numa Espanha que ainda não era exatamente como é hoje em termos de território), já usavam esse tipo de sapato. Nesta época, eles queimavam um tipo de cacto para confeccionar a sola.

 

 

 

As primeiras sandálias do tipo eram feitas com cacto ou até cannabis!

 

Desde seus primórdios, trabalhadores e soldados gostavam das espadrilles pois os fios de juta no solado isolam os pés do frio, calor e umidade.

 

Elas também são irmãs daqueles sapatos que a gente conhece aqui por alpargatas: o princípio é o mesmo, solado de cordinha, design parecido…

 

As sandálias ficaram ainda mais populares na Espanha (aí já como conhecemos hoje, com o território atual) da primeira metade do século XX. Os operários rurais usavam-nas para trabalhos agrários. No fim da década de 1950, no entanto, a área rural espahola passou por uma onda de industrialização e os trabalhadores que usavam as espadrilles passaram a ter empregos em fábricas – e portanto não precisavam mais das sandálias confortáveis e rústicas, ideiais para ficar sob o sol. Muitas das confecções (que ficavam em grande parte, nas regiões da Catalunia e Basca), acabaram fechando.

 

 

 

Loja de espadrilles em 1928

 

 

 

Mas uma delas não. A fábrica da família Castañer continuou funcionando – e funciona até hoje. Com isso, foi uma das responsáveis pelo “status” que a espadrille tem hoje. É que foi assim: a família tinha a fábrica desde a década de 1920. Nos anos 60, quando se deu a grande “crise” dessas alpargatas, eles não quiseram fechar, nem mudar de negócio. Em vez disso, esforçaram-se pela sobrevivência, glamourizaram o sapato e passaram a vendê-lo para a classe média catalã. O negócio deu certo, e a família começou a levar as “novas” espadrilles para feiras de moda na França.

 

Numa dessas feiras, na década de 1970, conheceram Yves Saint-Laurent, que encomendou um modelo. Nos anos 80, foi a vez de Jean Paul Gaultier. Hoje, eles têm 17 lojas próprias pelo mundo, além de fornecerem para marcas poderosas como Lanvin, Hermès e até Louboutin.

 

 

 

 

Louboutins versão espadrilles!

 

 

É claro que a espadrille contou com outras pessoas para manter-se no páreo fashion por todo esse tempo. JFK usou um par. Salvador Dalí foi fotografado com as suas. Em 1948, a atriz americana Lauren Bacall usou um par no filme Key Largo e popularizou a peça nos EUA. Na década de 80, também nos EUA, Don Johnson, que interpretava Sonny Crocektt na bombada série Miami Vice, também usava as suas. Grace Kelly usou um par com cara de alpargatas no filme Ladrão de Casaca, de 1955.

 

 

 

JFK com as suas espadrilles/alpargatas

 

 

 

grace kelly

 

 

 

E claro, a moda com seus ciclos e seus revivals, também não ia deixar uma sandalinha tão fofa cair no esquecimento, né? 😉

 

 

 

Da marca brasileira Felipa, R$ 280

 

 

infantis, ouunn

 

 

Da Schutz, R$ 300

 

tradicionalíssimas, da marca espanhola EspadrillesEtc

 

Da A-Teen

 

Olha as da Alexa Chung

 

 

E as da Megan Fox

 

WANTED!!! ;D

 

 

Gente, a sandália vermelha do topo do post, e as azuis são da EspadrillesEtc, e podem ser encontradas aqui, ó: http://www.espadrillesetc.com – a dona entrou em contato para dizer que eles entregam no Brasil!!! Legal, né? =)

 

 

(com infos do NYT, wikipédia e outros)

 

O clássico revisitado mais uma vez 05/10/2010

Filed under: Cultura,História da Moda,Passarela — santarendeira @ 15:40

Mas aqui estou falando de peças inspiradas no chamado período clássico – aquele compreendido entre os períodos arcaico e helenístico, que também é quando se acreditava (e acho que ainda acreditamos) que a arte grega atingiu seu esplendor. Ou seja, talvez o mais correto seja falar de um classicismo (para não confundir com coisas que são clássicas), que é o termo que alude à imitação ou uso de princípios estéticos e estilísticos observados neste período. Ufa! Aula de história da arte feelings.

Isso tudo para dizer, que deu para notar que uma das silhuetas mais pop nas passarelas de verão 2011 é a tal da longa e fluida. E longo fluido lembra muito aquele estilo de vestidinho grego, sabem? E sim, mais uma vez eles apareceram.

Costello Tagliapetra

John Rocha

Halston

 

Michael Kors

 

 

É um monte de tecido meio retorcidinho, preso em diferentes lugares, com cara bem de confortável.  E tudo isso ainda lembra bastante as roupas láááá de trás da cultura grega antiga. Naquela época, já se tentava variar a vestimenta. Então eram três tipos de túnica: o chiton (mais simples de todos), o peplos (com uma dobra a mais e preso nos ombros) e o himation, que era uma manta usada por cima das túnicas. Olha nas imagens do Metropolitan Museum of Art:

  

 

 

 

A introdução de uma espécie de cinto na linha da cintura e adornos nos ombros aumentou a variedade de estilos e, apesar de as primeiras descrições pós-período clássico trazerem as deusas, semi-deusas e mortais em roupas cromáticas, algumas pinturas em vasos mostram já mostram vestidos gregos com grande variedade de estampas e padrões, sabiam??!

 

Bom, este post foi para a gente ver como moda já importava naquela época (!!); como é bacana que a gente se inspire nesse período até hoje; e como esse classicismo é também um clássico.  E ainda, que moda é isso, eterna renovação e ciclos!

 

 

 

 

A novidade é que os vestidinhos tipo grego aparecem em cores vibrantes – Issa

 

 

 

oi, infância! 01/09/2010

Filed under: Foto Também,História da Moda — santarendeira @ 14:03

Comentei esses dias no tuíter que estava obcecada pelo livro de comemoração dos 50 anos da Barbie. Não é exatamente novidade, mas só fui ver as fotos de divulgação agora. Nem acho que a Barbie precise de um livro comemorativo que custa US$ 500, mas não dá para negar que as imagens são lindjas (a minha favorita é a p&b)!


Compartilhando-as bem grandonas:  (<3)